| Catarse
Fernanda Pittelkow
Me coloco pra fora Me construo Me destruo Me escorro pelos olhos Choro! |

Essas semanas estive em crise... estou tomando um remédio danado pra enxaqueca, e ele também é anti-depressivo, aumenta a qualidade do sono e diminui a ansiedade...
O que aconteceu é que meu remédio acabou, e eu entrei em crise, fiquei um baita tempo sem ir ao neurologista e com isso , não pude comprar meu remédinho mágico! Meu remédio precisa de receita, e fica com a receita retida... então... de repente, me vi no meio de uma crise depressiva braba, e sem motivo. Tudo pela falta de um remédio para enxaqueca.
Como somos frágeis! Minha prima acupunturista e fisioterapeuta me colocou umas agulhas na orelha, e com isso deu uma aliviada, mas, não solucionou meu problema.
Drogas da modernidade, além disso tomo minha sagrada pílula! Coisa que me ferra também, pois eu esqueço de tomar várias vezes, e isso faz uma confuisão hormonal nesse meu corpo confuso...
Mudando de drogas... hoje andando pela Vila Olimpia e pelo Itaim eu percebi a quatidade de hamburguerias que estão abrindo nessa cidade, eu particularmente achava melhor a febre de quilos... achava mais saudável.
As hamburguerias estão sempre cheias, em qualquer horário, almoço, jantar, lanche da tarde, de McDonald´s e Burguer King à Joakins e Hamburgueria Nacional, cheias de pessoas vorazes, que tem preguiça de mastigar alface, arroz, feijão e outras delicias que costumávamos comer no horário do almoço!
Então, nos entupimos de gordura e de carboidratos e ainda milhares de açúcares pra poder compensar essa loucura da vida moderna... e de ficar sem remédinhos mágicos... enfim...são todas drogas da modernidade.
E aqui estou eu, entre hamburgueres e anti-depressivos, mas hoje eu voltei a tomar o meu elixir da salvação, e comi peixe no almoço, montes de verdes... e cá estou eu... ainda não totalmente curada, tomando meu sorvetinho de banana e fumando meu marlboro azul pós almoço...


Delírio
Vanessa da Mata
Dá o seu gosto de desejo
Dá os seus olhos de menino
Sem regra ou comprometimento
Sem se importar com que for vendo
Nossa sede de liberdade
Eu quero é dançar da forma que me der
A música expondo o seu corpo à vontade
Nas incontáveis formas de se divertir
Dá o seu gusto de desejo
Dá o seu beijo despojado
Seus pensamentos mais intensos
O seu rosto de pecado
Nos gemidos que desordenam
Nas mãos que me fazem entender Adão
A música expondo seu corpo ao delirio
Nas incontáveis formas de se divertir
Fernanda Pittelkow
Me coloco pra fora Me construo Desatino Desabafo Me escorro pelos olhos Choro!
Me exponho
Me lamento toda hora
Me destruo
Saio de mim para esquecer a tristeza
Lavo o rosto, o corpo,
e a alma!
Olho... flor... brilho...
Tô gripada... com frio... cheia de trabalho acumulado...
Mas tô bem feliz... !
Vai entender!
Sem você...
Sem você bem que sou lago, montanha.
Penso num homem chamado Herberto.
Me deito a fumar debaixo da janela.
Respiro com vertigem. Rolo no colchão.
E sem bravata, coração, aumenta o preço.

Eu tive meu dia de rainha! Peguei a tiara e a varinha/cetro da sobrinha do meu amigo e fiquei assim!
Ou será fada madrinha?
Tô morrendo de ansiedade!
Gosto dele!
E acho que ele gosta de mim!
Mas acho que ninguém quer assumir!
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